O CONSTANTE FLUXO DAS TENTATIVAS FRACASSADAS © (compilacao de comentarios politicos) Salo Yakir - Israel, julho de 2005 Ate' que poderia ser considerado logico ver todos os arabes, quer israelenses, quer dos territorios, vivendo pacifica e tranquilamente na margem oposta do rio Jordao, sob a lideranca da monarquia Hashemita. Ou de prefrencia numa enorme e moderna ilha artificial em frente ao litoral libanes, financiada pelos \riquissimos xeiques detentores de petrodolares, para alojar os insatisfeitos filhos de Caim, que veem ha mais de meio seculo se manifestando contra o apaziguamento da regiao. Nao se trata de ser ou nao racista, o fato e' que os palestinos tem pleno direito de um lugar ao sol e devem ser tratados com toda a dignidade que cabe a todos os seres humanos neste mundo conturbado. Porem, e' chegado o momento deles tomarem uma posicao corajosa contra o terrorismo, comecar a agir como pessoas normais e nao como cordeiros subjugados que nao tomam nenhuma iniciativa por um futuro melhor. As amargas contraposicoes que existem entre as partes retrocedem `a resolucao da ONU criando o Estado de Israel em 1948 e as relativamente recentes "intifadas", que colocaram Israel numa posicao insustentavel ante as constantes provocacoes palestinas que ja' praticaram mais de uma vez a captura e linchamento de soldados; invadiram casas assassinando familias inteiras - incluindo numero elevado de criancas -continuam ate' hoje bombardeando com morteiros varias localidades em territorio israelense, assassinam motoristas e familias inteiras nas estradas, explodem bombas em postos de controle, no interior de onibus, nas ruelas de Jerusalem, em centros comerciais, enfim em todo os locais vulneraveis possiveis. Os americanos, os russos e os europeus ja' assinalaram definitiamente a sua presenca neste conflito e jamais iriam permitir que fosse feito qualquer "transfer" de arabes, como os aventados acima. Na verdade, o transfer sempre foi um sonho cultivado por algumas figuras proeminentes extremistas, como o rabino Meyer Kahana e o Ministro Rahamim Zeevi, ambos assassinados e outros; mas convenhamos: Israel nao tem nem a insensibilidade como povo, nem os recursos ou o porte como nacao para executar um projeto desatinado desta natureza. Por outro lado, nao se deve alimentar nenhuma ilusao em relacao `a paz com os palestinos e arabes em geral, pois a intransigencia por parte destes pode ainda perdurar por muitos e muitos decenios. Basta constatar a posicao irredutivel das organizacoes extremistas frente aos organismos politicos constituidos, liderados por Abu Mazen. O novo dirigente do Fatah, que tem reputacao de politico serio, ultimamente vem se encontrando com varios lideres mundiais, como a Secretaria de Estado dos USA, Condoleezza Rice, numa tentativa de apaziguar as confrontacoes politicas, quer internas, quer com Israel A realidade, porem, todos sabemos, e' bem diferente. O sucessor de Arafat e' uma figura palida, destituido de mao firme, permitindo que a situacao de seu povo continue estagnada, dando inclusive liberdade de acao ilimitada aos terroristas, apos manifestar-se contrario em combate-los. Exigir que Israel aceite essa situacao e' inconcebivel. De que entao teria valido o incrivel sacrificio de milhares (e por que nao dizer milhoes, honrando aquelas indefesas vitimas dos nazistas) que consolidaram a criacao do Estado Judaico? Ironicamente, parece haver uma teoria que caracteriza em muitos aspectos a sobrevivencia dos judeus e a existencia de Israel: Ao longo de toda a sua historia, desde os Filisteus, Fariseus e o Antigo Egito, avancando pela Idade Media e a Idade Moderna, os judeus foram sempre perseguidos, maltratados, executados e assassinados, conseguindo no final se sobrepor aos inimigos. O levante do Gueto de Varsovia e' um dos exemplos mais comoventes da historia recente e a vitoria na guerra combinada do mundo arabe contra o novo Estado de Israel uma das facanhas mais espetaculares da determinacao e tenacidade dos pioneiros sionistas. Agora a situacao se repete; nao fossem o mundo arabe, os palestinos e os terroristas, Israel provavelmente nao teria tido a constante determinacao ferrea de sobrevivencia e a manutencao do seu enorme poderio belico - e nem necessitaria deste . `A luz dos ultimos acontecimentos no "Gush Katif" e nos varios entrocamentos de estradas em Israel, e' importante ressaltar que expressiva camada da populacao considera a evacuacao dos colonos judeus de Gaza como uma manobra de interesse politico do atual governo e sua subjugacao `a continua pressao dos USA . Ha' poucos dias atras, milhares de manifestantes iniciaram uma marcha ao "Gush Katif", sendo reprimidos por cerca de vinte mil policiais e militares, incidente que desta vez nao envolveu confrontacoes violentas. A mensagem deixada pelos oposicionistas porem foi clara: a retirada de Gaza sera' feita sob muito maior resistencia do que se supoem. Nesta epoca perturbada da vida israelense, deve-se tomar em conta que ambos os lados irao fatalmente se defrontar, a exemplo da evacuacao da cidade de Yamit em 1981, na fronteira Egipcia. Os lideres dos manifestantes fizeram saber que por ora uma investida mais violenta aos assentamentos de Gaza ficou postergada e desde ja' consideram vitoriosa a sua posicao, pelo fato do Parlamento Israelense nao ter adotado novas decisoes acerca de futuras retiradas das areas de Yehuda e Shomron ao longo da fronteira Jordaniana. Enquanto isso, se valem da situacao os terroristas palestinos, bombardeando o territorio israelense adjacente `a Gaza e outras localidades ao alcance de seus projeteis "kassam" e lancadores de granadas. Ontem, um casal foi assassinado quando viajava de carro na estrada que conduz `a passagem "Guefen" no posto de controle "Kissufim" e na semana passada uma jovem de 22 anos foi fatalmente vitimada por um projetil que atingiu a varanda de sua casa. Quem estara' sendo mais inflexivel, os Palestinos ou os Israelenses? A imprensa internacional lambe os dedos de satisfacao ao publicar uma foto isolada de um manifestante kahanista arremessando uma pedra contra um indefeso jovem arabe caido no solo, o mesmo jovem que minutos antes havia apredejado os soldados que apaziguavam os animos; isso, com a flagrante diferenca de que a acao agressiva do palestino, como sempre, nao sera' jamais divulgada, incluindo o jornalista israelense que o protegia de novas agressoes. Vamos dizer um BASTA! ao comportamento incompetente e omisso dos lideres palestinos que protegem organizacoes terroristas como o Hamas, Hisbolah e outras tantas. Todos os recentes atos de agressao mutua ou ondas de protesto tem de ser enquadradas nas devidas proporcoes. Os leitores mais atentos e objetivos nao devem deixar-se ludibriar pela intelectualidade "de vanguarda" ou pela imprensa cinica que automaticamente toma o lado do mais "fraco", nem deixar-se influenciar por atos intoleraveis de violencia como os dos Kahanistas. Enfim, chegou o momento de reconhecer como legitima reacao de defesa as energicas operacoes do exercito israelense contra o terrorismo e levar em conta um dos ensinamentos fundamentais dos preceitos judaicos, qual seja o respeito e valorizacao da diginidade do semelhante. 2013: A RETOMADA DAS CONVERSACOES DE PAZ - OBAMA, KERRY, LIVNI E BARRIKAT |