ISRAEL SE DEFENDE E O PRESIDENTE LIBANES CHORA
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Salo Yakir / 07-08-2006  (Israel)

Inumeras vozes se fazem ouvir no sentido de que seria inadmissivel
permitir que o hezbollah  obtivesse quaisquer vantagens no atual conflito.
E essas apreensões são inteiramente justificadas, criticas mesmo, se
consideradas as implicações taticas e estrategicas que não so' as
organizações terroristas, como tambem paises radicais como o Irã e a
Siria, iriam obter no caso de uma retirada precoce do exercito israelense
do Libano
.
A cinica posição adotada por expressivo numero de paises condenando
Israel, parece desafiar voluvelmente as consequencias dos ataques
terroristas perpretados em muitos casos contra essas proprias nações no
passado. Como ja' foi dito, a Israel não resta alternativa senão continuar
a combater o Hezbollah nas regiões libanesas a partir das quais tem
sistematica e indiscriminadamente bombardeado suas cidades, causando
elevado numero de mortos e feridos. Esse conflito apanhou as forças
armadas israelenses de certa forma despreparadas, pois alem de ter-se
enganjado numa guerra de guerrilhas, ficou evidenciado que nos seis
anos desde o conflito anterior no Libano, o Hezbollah conseguiu montar
um arsenal gigante de misseis, "katiushas" e outras armas fornecidas
pelo Irã e a Siria, alem de manter uma bem organizada  rede de
"bunkers", esconderijos camuflados, trincheiras, e lançadores de  misseis
ocultos e disparados de aldeias e areas civis
.
Os movimentos nacionalistas que lutam pela liberdade de seus paises
contra a tirania, não devem nem podem ser comparados por
determinados paises `as ações sanguinarias dos terroristas baseados no
Oriente Medio. Esses terroristas são o fruto da lamentavel
infraestrutura educacional do Islã radical, que mantem programas
escolares de doutrinação baseados no "Jihad" e nos "Shaides", que
evocam em seus livros pedagogicos a destruição sumaria de Israel.
"Jogar todos os sionistas no mar" e' um dos lemas de maior penetração
na continua lavagem cerebral que os Sheikes e Mulas muculmanos
pregam em seus sermões.
Assim educados, massas de jovens se entregam `a guerra santa (Jihad)
convencidos de que Israel teria se apossado indevidamente das
terras que ocupa, transformando-se para tanto nos manipulados e
sanguinarios terroristas, cujas ações são bem conhecidas pelas
democracias do mundo
.
Fuad Saniora, o vulneravel presidente libanes, em seu discurso perante a
reunião de representantes arabes realizada ha' dias em Beirut, não
perdeu a oportunidade de intercalar em suas palavras comovidas
lagrimas , aparentemente de crocodilo, para euforia dos jornalistas
internacionais presentes. Essas lagrimas poderiam ter sido facilmente
evitadas, se o governo libanes se impusesse com mão firme na direção do
pais, ao inves de ter desastrosamente permitido ao todo poderoso sheik
Nasrallah espalhar seus terroristas na região fronteiriça a Israel e antes
disso o livre transito de tropas sirias em seu solo, tudo em flagrante
violação com as decisões da ONU
.
Numa recente resolução do parlamento libanes, vem agora o presidente
desse pais declarar estar pronto a despachar 15 mil soldados reservistas
para ocupar a area sul do Libano. A reação de Israel foi receber a
proposta com justificadas reservas, pois Saniora não deixou claro se os
terroristas do Hezbollah  seriam ou não removidos da região e suas
armas confiscadas, incluindo ainda a libertação de dois soldados
israelenses capturados,  de acordo com as exigencias de Israel para a
conclusão de um acordo de cessar fogo.
Por outro lado, qualquer resolução para implantar uma força militar
multinacional no sul do Libano, deve considerar cuidadosamente os
fracos elos da corrente - pouco confiavel - baseada em elementos como o
governo libanes, Hezbollah e o eixo Sirio-Iraniano.